Segunda-feira, 7 de Setembro de 2015

Reavivar a memória para correr com os bandos do PSD e CDS-PP do governo!

 

publicado por camaradita às 22:50
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Quarta-feira, 26 de Agosto de 2015

Pôr este sacana na rua é imperativo nacional!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por camaradita às 14:36
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Sexta-feira, 21 de Setembro de 2012

Aníbal Cavaco Silva é o maior responsável!

 

Foi  o Presidente da República que abriu caminho para a desgraça governativa que vivemos agora em Portugal. Foi o seu discurso de posse no segundo mandato, cínico e vingativo, que atiçou a quadrilha de Miguel Relvas e Pedro Passos Coelho, estimulando-os para uma aventura trágica para todos nós, de cuja complexidade política nacional e internacional não tinham a menor ideia. O poder e o "pote" para os seus bandos, organizados nas concelhias do PSD e CDS e nalgumas autarquias, era a contrapartida. Para isso não hesitaram em mentir de forma canalha ao povo, com a cumplicidade de parte dos órgãos de comunicação, dos partidos da oposição na altura, e parte importante das chamadas elites portuguesas. Especialmente Aníbal Cavaco Silva, que conhecia estes dois tipos desde pequeninos....

 

O Presidente da República, apanhado de supetão pela movimentação política genial de José Sócrates com o PEC IV, aceite pela União Europeia, fechou os olhos aos interesses de Portugal e dos portugueses, não esboçando o mais leve movimento para segurar um acordo de última hora, que teria evitado esta tragédia em que estamos mergulhados, tendo ao "leme" uma  caricatura de primeiro ministro.

 

Simultaneamente, contribuíu para afastar do governo um excelente Primeiro Ministro, José Sócrates, deixando-nos ófãos de uma liderança democrática e competente.  

 

Foi um crime lesa-pátria irreparável.

publicado por camaradita às 21:36
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Sábado, 14 de Abril de 2012

Regionalização - II: "A LUSITÂNIA NÃO É IBERIA, A IBÉRIA NÃO É LUSITÂNIA"

...............CONTINUAÇÃO DO POST ANTERIOR (MESMO TÍTULO)

 

Mestre Josué Pinharanda Gomes, Pensador e Investigador português -

o "Mineiro" da Cultura Portuguesa.

Um documento para reflexão de regionalistas e anti-regionalistas

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Excerto do Vol. 2, "Patrologia Lusitana" (págs. 17/18), da "História da Filosofia Portuguesa"  do Mestre Pinharanda Gomes, o "Mineiro" da Cultura Portuguesa. Edição Guimarães Editores, hoje propriedade da Livravia Babel, Lda.

(Este excerto foi autorizado pela editora Babel e pelo próprio autor)

 

IMPORTANTE! O autor deste blogue não pretende associar o autor a nenhuma posição perante a temática da Regionalização de Portugal.

 

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"(...) A Hispânia é um microcosmos, disse o geógrafo Méndez Silva, onde há de tudo e nada falta, o que já antes  dele haviam visto os apologistas das esquadras mafamedicas. Microcosmos, cume da Europa, cabeça do boi, é envolvida na sua maior extensão pelo Rio Oceano, Atlântico identificado, apesar do jogo de estilo elaborado por Homero, ou pelos homeríadas, mas reino microcosmos divertido entre dois olhares: o limite atlântico, span, sepharad, ao modo fenício e hebraico, que é a nossa finisterra, como que a sugerir que Hispânia é a Lusitânia com as terras do meio que olham para o mar do meio das terras, de onde se gera o dualismo atlântico-mediterrânico da Hispânia, mas onde por igual se gera o atlantismo da Lusitânia. As diversidades regionais podem não servir de base a divisões de território, nem são de molde a criar regionalismos vinculados a um exclusivismo étnico, mas, no caso Lusitânia/Ibéria, houve lugar a uma configuração excêntrica, centrífuga e aceânica, de tal modo que seria sensato postular que o nacionalismo das nações hispânicas, incluída a nação portuguesa, encontra raízes e águas acolhedoras nos regionalismos. A afirmação de Portugal é um acto de nacionalismo; mas a afirmação da Lusitânia prevalece no acto. A Lusitânia afirma-se pagus, terra nostra, perante a urbe mediterrânica."

"(...)Lusitânia situa-se entre Ibéria e Oceano, ou, na configuração pré-romana, numa forma quadrangular que o domínio romano por considerações estratégicas encurtou, ao dividir a Hispânia em três províncias, a Lusitânia (diminuída da Galécia), a Tarraconense e a Bética. Das três províncias, a que corresponde ao vector do iberismo é a Tarraconense, porque Tarracona, pago ibérico, estende os elos até ao Atlântico, subjugando a Galiza e, o mais curioso a região dos Brácaros. A divisão provincial romana carece de toda a lógica étnico-cultural, mas abunda em intencionalidade dominativa. Tarracona é a Ibéria tal como os iberistas sonham: uma grande província absorvente das que lhe ficam, diminuídas, a seus pés, a Bética e a Lusitânia. A estratégia romana elaorava com base em interpretações comprometidas, pois, com efeito, Estrabão, que era mais submisso do que Mela, confundira  Iberos e Lusitanos, ainda que afirmasse serem, os Lusitanos, os mais fortes dos Iberos. Estrabão tem interesse  em identificar Iberos e Lusos para justificar a extensão da Ibéria tarraconense até à Lusitânia bracarense e lucense;  Pompónio Mela  sabe da forte identidade lusitana face à Ibéria, e convém-lhe sujeitar a fortaleza da finisterra à esperteza da mediterra. Ao não compreender o jogo de intenções, Herculano acabaria por cair na tese negativa da identidade nacional com base regional, por oposição a quem vira melhor do que ele, Bernardo de Brito e André de Resende - o que, aliás,  vem já dito em Leite de Vadsconcelos. A Lusitânia Romana é uma Lusitânia diminuída, talhada a esquadro e régua, segundo o interesse dominacional do império, a Lusitânia natural é todo o oeste peninsular. Vai do Promontório Sacro para além do Minho, até à vertente norte norte-atlântica, e do oeste atlântico até bem dentro:inclui, pelo menos, Mérida e grande parte da Extremadura, por isso chamada Extrema: a fronteira da Lusitânia com a Ibéria. A Lusitânia é o país dos quatro rios: Guadiana, Tejo, Douro e Minho; a Ibéria é a região de um só rio: o Ebro."

publicado por camaradita às 15:16
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Regionalização - I: "A LUSITÂNIA NÃO É IBERIA, A IBÉRIA NÃO É LUSITÂNIA"

Mestre Josué Pinharanda Gomes, Pensador e Investigador português -

o "Mineiro" da Cultura Portuguesa.

Um documento para reflexão de regionalistas e anti-regionalistas

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Excerto do Vol. 2, "Patrologia Lusitana" (págs. 15/16), da "História da Filosofia Portuguesa"  do Mestre Pinharanda Gomes, o "Mineiro" da Cultura Portuguesa. Edição Guimarães Editores, hoje propriedade da Livravia Babel, Lda.

(Este excerto foi autorizado pela editora Babel e pelo próprio autor)

 

IMPORTANTE! O autor deste blogue não pretende associar o autor a nenhuma posição perante a temática da Regionalização de Portugal.

 

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"A Lusitânia não é mito dos humanistas do Renascimento. É, a par de um nome que individualiza uma região planetária, um sinal que indicia uma realidade existencial própria, mesmo que os resíduos utilizáveis pelos sucessores e posteriores, careçam de global inteligência e compreensibilidade. A Lusitânia corresponde à zona húmida da Hispânia, onde se constituiu o meio entrópico de Portugal hispânico. como que diverso da zona de sequeiro da península, onde prevaleceu a masculinidade castelhana, mais arrebatada do que a feminilidade, a frouxidão e a cisma da vertente lusitana. Quando dizemos que antes dos lusitanos o que sabemos é o pouco que sabemos acerca dos povos anteriores - povos sem história - queremos significar que "esse sem história" se refere mais à nossa ignorância do que à inexistência de uma história, mas da Lusitânia sabemos quanto importa a uma definição, ainda que mais prospectica do que perspectiva. Olhada retrospectivamente, a Lusitânia é mais do que uma perspectiva da origem, uma prospectiva do meio em que se afirmou uma entidade singular e diferente. E o carro da criação de Portugal.

A Lusitânia não é Ibéria, a Ibéria não é Lusitânia. Comete erro de juízo de facto e de valor, a corrente histórica e política que força a realidade até ser capaz de meter a Lusitânia na União Ibérica, por não compreender que não há reta união ibérica, mas correta união hispânica. Na União Hispânica cabem Lusitânia e Ibéria, enquanto na União Ibérica só cabem os povos iberos, ou da Ibéria. A tese iberista releva do projeto de sujeição da vertente atlântica à vertente mediterrânica e, por via dela, da sujeição dos povos da periferia ao centro impulsor do iberismo. A União Ibérica, tornada doce paliativo, é na ordem política o projeto anti-autonomista do Duque de Olivares: Braga dominada por Toledo.

A Hispânia tem quatro vertentes: a vertente atlântico-cantábrica, especiosa, ainda que aparentada com a vertente perináica e com a vertente lusitana; a vertente mediterrânica (ibéria); a vertente pirenaica, com Aragão, e que por si mesmo é também específica; e a vertente lusitano-atlântica, em que amplamente se insere a galega ou galaica. É supérfluo considerar as vertentes pirenaica e cantábrica, porque a díade dualista se põe somente quanto às vertentes ibérica e lusitana. Os geógrafos que vieram de fora nunca se enganaram e, por isso, jamais confundiram Lusitânia e Ibéria. A Lusitânia é a vertente atlântica - «Lusitânia... que mare Atlanticum spectar»(7), enquanto a Ibéria é a região do Ebro, que o Mediterrâneo contempla. Em sentido figurado, diríamos que a Ibéria olha para Oriente, enquanto a Lusitânia olha para onde o mar começa e a terra se acaba, por repouso do Sol ocitânico. A diferença geográfica não inclui uma diferença cultural (dos círculos culturais de Frobenius sabemos como em África e na Europa há culturas análogas, ainda que Frobenius haja sublinhado que importa não confundir analogia com homologia), mas deve suscitar a vocação para definir identidade geográfica, identidade étnica e identidade existencial. Lusitânia e Ibéria são duas regiões distintas, tão significativas uma como a outra, mas nem a Ibéria é fusível para a Lusitânia, nem há Lusitânia fusionável com Ibéria. A pré-história dos povos peninsulares é diferente, mas torna-se sintomático o nível diferencial entre projeto ibérico e excurso lusitano, como se a Lusitânia e Ibéria houvessem sido berços de duas diferentes raças humanas, como queria o enciclopedismo evolucionista(8). Na diversidade, as duas versões antigas projectaram-se sempre num dualismo geográfico e histórico, de modo que à díade nómica da Lusitânia/Ibéria correspondeu a díade, algumas vezes antinómica, de Portugal/Espanha."

 

                     CONTINUA POST SEGUINTE....................

publicado por camaradita às 15:09
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Sexta-feira, 16 de Julho de 2010

Regionalização - 2: "VULCÃO POLÍTICO PRONTO A DESPERTAR"!

CONTINUAÇÃO DO POST ANTERIOR ("REGIONALIZAÇÃO-1: VULCÃO POLÍTICO PRESTES A DESPERTAR", 16/7/2010.
  
EXCERTOS DO CADERNO (PONTO 3),  "CONTRA A REGIONALIZAÇÃO", ESCRITO POR ALFREDO BARROSO A QUANDO DO REFERENDO DE 1998 E QUE SE MANTÉM ACTUAL 
 
Em "Advertência", Alfredo Barroso declara: "Este caderno é «contra». Deve por isso, ser lido como um verdadeiro panfleto político".
 
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 "Lobo com pele de cordeiro" (Continuação) 
                                                               
(...) Mais difícil de entender é, porém, a razão pela qual uma reforma «meramente administrativa» aparentemente tão leve e, do ponto de vista político, tão inócua pode ser qualificada como a «reforma do século». Ultrapassa o meu entendimento. Mas não ultrapassou o entendimento do Dr.Mota Amaral. O ex-presidente do Governo Regional dos Açores, hoje deputado à Assembleia da República, regionalista convicto e político muito inteligente e experimentado, percebeu desde o princípio o que estava em causa.. Num artigo publicado em 11 de Maio de 1996 no Diário de Notícias, sugestivamente intitulado «A regionalização vai sacudir muita coisa», o Dr. Mota Amaral era peremptório: «A regionalização é tudo menos uma inocente criação de novas entidades públicas, a acrescer às muitas que já existem. A institucionalização de regiões toca nos próprios alicerces do Estado, introduzindo factores de evolução irreversíveis.». Referindo-se ao discurso do Presidente da República no dia 25 de Abril e a declarações recentes do primeiro-ministro, em que ambos tinham procurado minimizar o verdadeiro alcance e relativizar as consequências da regionalização, o Dr. Mota Amaral avisava: «iludem-se alguns, certamente bem-intencionados, enfatizando que as regiões em causa são meras autarquias locais, com simples competências administrativas.» E explicava: «A questão de fundo é política, de poder - concretamente de partilha de poder. E é por isso que há por aí tanta gente aos berros (...)»
                                                                      Dr. Alfredo Barroso - Jornalista e membro do Partido Socialista
Mas o Dr. Mota Amaral disse mais: «Os que defendem a regionalização querem regiões a sério, com poderes efectivos de decisão, com meios humanos e financeiros adequados às funções a descentralizar, tendo em mira um melhor serviço às populações, segundo o princípio da subsidiariedade.» E não se ficou por aqui, acrescentando: «A eleição das assembleias  das regiões administrativas marcará uma viragem nas relações de poder. A partir daí, bem pode dizer-se, nada será como dantes! A força do mandato democrático, resultante de eleições directas, investirá os membros das assembleias na representação, defesa e promoção dos interesses particulares de cada região. E esta nova realidade não pode deixar de ter  grandes implicações políticas, por mais que as leis porventura carreguem o tom meramente administrativo das atribuições e competências regionais.» Com a mesma clareza de raciocínio, o Dr. Mota Amaral sublinhou: «Acresce a isto o inevitável efeito de criação de partidos regionais.» E, não sem uma ponta de ironia, comentou: «Com alguma candura, o ministro da Presidência  António Vitorino veio já prevenir que a criação das regiões não se compadece com a persistência da proibição constitucional dos partidos regionais.»
O Dr. Mota Amaral, que sabe perfeitamente do que fala, não pode ter sido mais claro.É a esta luz que devem ser encarados o significado e as consequências do processo de regionalização em curso. É a esta luz que devem ser interpretados os discursos mais radicais de certos regionalistas, oportunamente repreendidos pelas direcções dos seus partidos e por elas aconselhados, por mero cálculo eleitoral e pura conveniência política, a pôr esses discursos em lume brando. Para não espantar a caça (ao voto). Para iludir o eleitorado. Como se o manto diáfano da fantasia pudesse esconder para sempre a nudez forte da verdade."

 

 

 
 
 
publicado por camaradita às 18:53
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"Antre mim mesmo e mim / Nam sei que s'alevantou / Que tam meu imigo sou" (Bern. Ribeiro)

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