Domingo, 31 de Agosto de 2008

REGIONALIZAÇÃO: VOLTA D. JOÃO II E TRAZ O ÁLVARO PAIS!

              Esta gente deixou de merecer respeito, esgotou toda a credibilidade. Só um equívoco constitucional produzido por disputas imperialistas na altura (pós 1974), os legitima. Começa a não ser admissível para uma Nação a-regional ,  a propaganda demagógica e de alto risco para lhe impingir uma nova dimensão de poder que, por outras formas, foi, no passado, motivo de conflitos e guerras, internos e externos, com planos de traição à mistura. É tal a ligeireza, leviandade e desajustamento da nossa realidade dos seus argumentos, e a temperatura política que provoca, que temos a percepção de que o país já está a "arder". Apetece-nos gritar: volta D. João II e traz

 contigo o Álvaro Pais e vê se encontras o Marquês e trá-lo também, porque eles já cá estão outra vez, para os intimar a respeitar o povo e a Pátria que os elegeu e alimentou como servidores públicos, para logo, logo traírem quem os parturiu. Perante novas circunstâncias históricas e políticas que podem deitar a perder o seu "status" de símbolos de poder, relevância social, protecção para o resto da vida, desataram a berrar por um Portugal a retalho para continuarem a roncar.

 

              Oriundos, na sua maioria. da pequena e média burguesia citadina, com a cumplicidade de "famosas" personalidades que não são cegos nem surdos, mas que deles se serviram para se alcandorarem nos lugares de topo (depois de terem prometido renovações de vária ordem nos aparelhos partidários), putrefizeram e putrefazem o sistema partidário, sobre o qual recai a missão de  construir, proteger e aprofundar a democracia e o progresso; ao invés, utilizaram o sistema partidário como instituição de emprego em toda a esfera estatal; o resultado foi a estatização dessas estruturas políticas, vazias de ideologia e de projectos, agora ringues de combate corpo a corpo, de onde exala um aroma a ódio e vingança - política e democracia causam náuseas à maior parte desta gente,  prestes a entrar no terreno que os definirá como inimigos públicos.

 

                                       De acordo com a sua "ideologia", fraquezas e carências..., estes grupos desesperavam por uma "Pessoa de Hierarquia", "CHEFÃO", que liderasse o seu radicalismo na defesa de ração reforçada que lhe foi aforada por irrelevantes serviços (justamente por serem irrelevantes). Era difícil encontrar exemplar mais acabado: nédio, soberbo (demagogo quanto baste),  finge entornar uns copos com o "povoléu" nos arraiais e surpreende a recitar Shakespeare, conhece-lhes a natureza e manhas, capaz de os arreatar lá do alto e instigá-los: vamos -simula o Chefão- "partir" isto tudo, a minha Ilha tem um desígnio que ninguém, nem eu, pode impedir e o meu nome lhe há-de ficar, indelevelmente, ligado. Convosco, regionalistas, tudo será mais fácil e, mais tarde, o povo do Continente (que será sempre a nossa âncora), tratará de vocês, imbecis, que vos conheço de ginjeira.

 

              São estes os defensores da regionalização em Portugal.

 

 

publicado por camaradita às 23:45
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2 comentários:
De Anónimo pró-7RA. (sempre com ponto final a 1 de Setembro de 2008 às 16:32
Caro Templário,

Cá estou depois de ter lido o seu texto, a reclamar o regresso do nosso mui estimado Rei D. João II e do meu afeiçoado Marquês de Pombal. Não pense que o que escrevi é retórica. Não é e baseia-se nos factos da nossa História e de tudo o que suporta a estratégia política em favor do desenvolvimento.
Em primeiro lugar, o eqívoco constitucional que lhe merece as maiores reticências nos tempos actuais.
Veja no que estão a dar as disputas imperialistas: invasão do Iraque na maior das ofensas ao Direito Internacional e com base em mentiras ou, pior, verdades forjadas; invasão do Afeganistão para caçar o terrorista Bin Laden, sem qualquer resultado; conclusão final: Estados Unidos como o maior devedor do planeta, sem capacidade de resposta momentânea para responder a catástrofes, mesmo na situação actual; ideologia: todo o território para além do dos EUA é território índio, logo invadível; ódios exacerbados com muitos países do Mundo, tendências armamentistas periogosas, no caso da Rússia que é de assustar. No nosso caso de então, não esqueça que a Constituição voi votada por unanimidade, logo o seu comenta´rio não está correcto e é tendencioso.
No segundo ponto, como país a-regjional, já lhe foram dadas razões mais que justificativas e suficientes que o nosso País já foi regionalizado, como forma de descentralizar as decisões políticas nã as decisões administrativas; se foram gerados conflitos e guerras foi mais pela ambição de quem queria concentrar e controlar o poder central do que consolidar qualquer poder regional, de forma ambígua, cobarde e traçoeira, muito na linha do comportamento de muitos "exemplares" portugueses que tiveram com o Rei D. João II e com o Marquês de Pombal o "tratamento" adequado, por via das dúvidas que lhes assaltaram, em dado momento. Hoje, reclamar a presença de um daqueles dois políticos estadistas, tenho a certeza que muita da classe política seria tratada em conformidade, através de um tratamento adequado aos impecilhos, uma vez que tais estadistas não suportariam que mentes menores (políticos e pensadores) lhes perturbassem o rumo na direcção do desenvolvimento. No seu caso, não reclamaria tão assertivamente a presença de nenhum deles.
É de ter medo da pequena burguesia, não da urbana mas da inculta, da tendenciosa, com sede de qualquer poder (mesmo o mesquinho), a qualquer custo pessoal ou humano; é de ter ainda mais medo, das tais famosas personalidades que a sustentam e dos pensadores furtivos, transumantes, refractários (os que não mudam nem se preocupam em mudar com actualização e modernização de conhecimentos - nem sempre ter um "blogue", por exemplo, é sinal de modernidade, dado que pode estar ao serviço de causas menores e pérfidas e ser, apenas, um mau instrumento ao serviço de causas obscuras ou mal esclarecidas) e traiçoeiros que por aí pululam. Para estes, não só o nosso querido Rei como o nosso famoso e competente Primeiro Ministro do reinado de D. José I, saberiam estabelecer o protocolo adequado à sua domesticação, sem precisar de grandes dribles operacionais.
De seguida, ao referir que "com a forma rastejante dos regionalistas, tudo será mais fácil e, mais tarde, o povo do Continente (que será sempre a nossa âncora) tratará de vocês, imbecis, que vos conheço de ginjeira" como citação de Shakespeare, não conhecia essa sua faceta vingativa e, de repente, fiquei iperplexo ao tentar perceber se se referia a qualquer correctivo a infligir aos povos autónomos dos Arquipélagos dos Açores e da Madeira, dada a presença fotográfica, majestosa e ibero-americana do senhor Presidente do Governo Regional e Autónomo (saliente-se) da Região Autónoma da Madeira.
Caro Templário, o senhor não é só um opositor legítimo da regionalização, administrativa ou autonómica, o senhor é muito mais que isso: o senhor é um catalizador de ódio político aos regionalistas e a qualquer cidadão que não pugne pelos seus ideais políticos, para quem o 25 de Abril foi uma catástrofe e cujas consequências irão perdurar por séculos, por considerar ter sido o mal dos males, apesar da asneira política grossa cometida desde aquela data pelos políticos de turno que temos tido, em detrimento de políticos estadistas, como tivemos entre 1926 e 1945 e nos séculos XIV e XVII.
Anónimo pró-7RA.


De camaradita a 2 de Setembro de 2008 às 00:03
Caro pro-7RA.,
Obrigado pelo prazer que me deu pela sua visita ao meu pobre Blog.

Apresso-me a esclarecer que a frase que entendeu ser citação de Shakespeare, não o é de modo nenhum e só assim o pode ter entendido por falta de clareza da minha escrita. Utilizando a liberdade de devassa da mente da "Personagem de Hierarquia", o "Chefão", que os regionalistas procuravam, e que personifica o conhecido político na foto em baixo, o qual, certo dia, no Funchal recitou de cor, em língua original, para as câmaras de televisão uns versos de Shakespeare, com assinalável qualidade em resposta a uma trica política do momento. Toda essa instigação a pus na boca do "Chefão".

É um assunto difícil de expor em meia dúzia de linhas, mas a inscrição na Constituição de 1976 da regionalização tinha esse objectivo: os dois imperialismos da altura em disputa pelo poder em Portugal através dos partidos que os "representavam" (ex-URSS e E.U.A.) procuravam garantir formas de equilíbrio e a regionalização poderia ser uma solução. Nesse tempo, partidos de direita contemplavam o socialismo nos seus programas. A ditadura esteve por um cabêlo, como alguém na altura escreveu.

O 25 de Abril significou a liberdade e a democracia que muito amo, mas estou contra os que, como escrevo no Post, putrefizeram as organizações partidárias, fizeram delas agências de emprego. e são hoje meros campos de batalha de grande parte da nossa "classe" política por um lugar à mesa do OGE. Muitos militantes partidários bem conhecidos reconhecem esta realidade.

Sou contra a regionalização porque Portugal é a-regional. O povo português não expressou em nenhum momento da sua história tal reivindicação e quando foi chamado a pronunciar-se, recusou. E vai recusar de novo. A regionalização é uma perspectiva de negócio e forma de vida para alguns. Os que são responsáveis pelo nosso endémico atrazo não podem arvorar-se o direito e legitimidade para dizer que com governos regionais vão governar bem. Isso é trafulhice política.

Cumprimentos e obrigado pela sua visita.


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